Aprendi que todo dia é necessário fazer ao menos uma escolha importante. Uma hora você opta pelo que deseja intimamente, e em outra simplesmente usa a prudência para deixar de escolher dentro de si e para si aquilo que espontaneamente você ‘quis’ num primeiro e mais fidedigno instante. Tenho escolhido a segunda opção.
Sábado, Novembro 14, 2009
Sábado, Outubro 10, 2009
Recado.

Querer é um verbo forte. Gosto dele. Quando usá-lo faça jus à sua vontade. Quero teu bem. E às vezes (só às vezes) o teu beijo, teu abraço, um carinho... Qualquer coisa espontânea, não calculada pelo medo. Algo feito o arrepio que sinto ao chegar perto de ti e o desejo incontrolável quando você me toca. Será que eu encontro?
Segunda-feira, Agosto 31, 2009
Sentimental

O cheiro da loção de barbear dele era o último rastro de perfume que inebriava suas narinas e pensamentos durante a madrugada. Aquele acelerado perturbador no coração a fazia ter coragem suficiente para entregar-se aos próprios desejos sem hesitar, sem sonhar, sem querer, sem pensar demais... Ela era puro sentimento, impulsividade, intensidade e tudo de espontâneo e involuntário que existisse naquele momento em que recordava beijos, abraços, carinhos... Sentia-se confusa, atraída, envolvida, desejada, louca, impaciente, saudosa, ciumenta, possessiva, carinhosa, amiga e um pouco mais que não sabia explicar. Era uma relação de indefinições, perguntas e segredos. Queria respostas, mas tinha receio delas. Será que todo o mistério estava simplesmente em não revelar aparentes conclusões? O importante era saber que sentia não o quê. Ela queria viver. E, através da liberdade que ele despretensiosamente a fez conhecer, experimentou sensações, idéias, receitas, quereres e a vontade de permitir-se sem o medo de deixar de ser quem ela sempre foi sem saber por onde começar, nem por que. Entorpecida no colo do inocente desbravador, levemente coberta de azul, ela finalmente relembrou o que era existir.
Sexta-feira, Agosto 07, 2009
Que nem flor.
Às 08h22min da manhã, desafiada por um sono que não a vencia, o desejo intenso de pertencer a alguém se manifestou no vício da saudade, do querer estar junto, da ausência de mimo... Então, no mesmo instante, alguma coisa dentro dela feito soldado exausto pela batalha contra o medo, fez o seguinte pedido:
Cuida de mim? É só para cuidar, proteger e deixar existir... Como se faz com uma flor cheia de espinhos.
Cuida de mim? É só para cuidar, proteger e deixar existir... Como se faz com uma flor cheia de espinhos.
Ela esperou. E tendo falado ao incerto, ansiava ser ouvida e contemplada pela sorte do próprio destino.
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